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Capcom rechaça IA para jogos

Empresa estuda usar tecnologia para os bastidores, mas não para recursos principais.

Henrique Inácio WeizenmannHenrique Inácio WeizenmannPublicado em 24 de março de 2026Atualizado em 24 de março de 2026

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Capcom rechaça IA para jogos

Em meio a tantas polêmicas quanto ao uso de IA em jogos, a Capcom traçou uma linha clara quanto uso de inteligência artificial no desenvolvimento de seus jogos. A empresa por trás de franquias como Resident Evil e Monster Hunter reconhece o crescimento dessas ferramentas e que elas tiveram alguma melhoria, afirma que os jogadores não devem esperar por conteúdos gerados por IA em seus jogos tão cedo.

A declaração surgiu como resposta aos investidores que questionaram sobre como a companhia pretende lidar com a tecnologia. Segundo a Capcom, a IA não será utilizada para criar elementos dentro dos jogos, como visuais, áudio ou outros recursos que impactam diretamente a experiência do jogador. Contudo, a empresa estuda formas de aplicá-la nos bastidores para otimizar o desenvolvimento.

“Nossa empresa não irá implementar quaisquer recursos gerados por inteligência artificial no conteúdo de nossos jogos”, comentou a Capcom. “Por outro lado, daqui para frente, planejamos utilizar ativamente essa tecnologia para melhorar a eficiência e a produtividade do desenvolvimento de jogos. Por isso, estamos atualmente testando diferentes formas de uso em nossos departamentos, incluindo áreas como gráficos, som e programação.”

O tema tem levantado muita divisão entre os jogadores e os desenvolvedores. Notícias recentes, como do Project Genie do Google, que promete gerar cenários jogáveis, despertaram entusiasmo e preocupação entre desenvolvedores e investidores.

Mesmo implementações em pequena escala já enfrentam críticas. Jogos como Crimson Desert receberam opiniões negativas pelo uso de elementos gerados por IA, mesmo em detalhes pontuais, como quadros dentro do jogo. Muitos jogadores têm visto a substituição de desenvolvedores por ferramentas de IA como uma forma de as empresas economizarem e entregarem um produto significativamente inferior.

E isso enquanto cobram preços mais elevados por produtos que, em tese, além de piores, são mais baratos de produzir.

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Henrique Inácio Weizenmann

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Jornalista, mestre em comunicação. Entusiasta de jogos a ponto de fazer a dissertação de mestrado sobre o assunto.

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